Empreiteiras bancaram 39% dos custos de Jaques Wagner
O governador Jaques Wagner pagou a maior parte dos gastos de sua campanha de reeleição 2010 com doações de empreiteiras, entre elas as executoras das principais obras públicas do Estado da Bahia.
Uma parcela da população baiana (aquela que não acredita nas mentiras da propaganda oficial de Jaques Wagner , que não depende do bolsa-família ou dos cabides-de-empregos gerados pelo governo Wagner etc) já sabia que os baianos vão custear as obras da Arena Fonte Nova para que as empreiteiras OAS e a Odebrecht faturem milhões de reais. Alguns baianos já sabiam, também, que estas empreiteiras não dão ponto sem nó: se desenvolveram ante-projetos "gratuitos" para que o governo do senhor Jaques Wagner venha a construir a tal ponte Salvador-Itaparica, tinham interesse em algo.
Pois bem. Da prestação de contas de R$ 26,2 milhões do petista, R$ 10,3 milhões tiveram origem em construtoras, de acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O maior doador pessoal foi Carlos Seabra Suarez, ao lado de sua ex-mulher Abigail Silva Suarez, com R$ 250 mil cada. Ele foi sócio da OAS e comanda negócios em áreas como energia e imobiliária.
A OAS foi a segunda empreiteira que mais contribuiu para a campanha de Jaques Wagner, com R$1,5 milhões. A OAS participa das obras da Arena Fonte Nova e da Via Expressa, as duas maiores obras do estado da Bahia, no momento.
A OAS recebeu nada menos que R$108,3 milhões nos 4 anos do primeiro mandato do governo petista, sendo que a maior parte (R$102,3 milhões) foi paga neste ano eleitoral de 2010.
Jaques Wagner teve a terceira campanha mais cada do Brasil, dentre as 11 prestações de contas de governadores disponibilizadas pelo TSE até a tarde do dia 02.11.2010. Ficou atrás dos tucanos Antônio Anastasia (MG), R$ 38 milhões, e de Geraldo Alckmin (SP), R$ 34,2 milhões.
Fonte primária: Jornal A Tarde, 03.11.2010 p. B1
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