Arena Fonte Nova: as irregularidades já começaram
Novamente a OAS e a Odebrecht foram beneficiadas em mais um contrato com o governo de Jaques Wagner. Leia também: Empreiteiras (OAS e Odebrecht) bancaram 39% dos custos de Jaques Wagner.
Enquanto as obras da tal ponte Salvador-Itaparica não saem do papel, o governador beneficiará (segundo entendimento tanto do Ministério Público Federal [MPF] e da Bahia [MP-BA]) as construtoras OAS e Odebrecht.
Irregularidades e ilegalidades no projeto da Arena Fonte Nova levaram estes dois órgãos de fiscalização a recomendarem que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não conceda financiamento de R$400 milhões para a realização da obra. Uma auditoria realizada no contrato pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) já tinha detectado diversas irregularidades.
A chamada cláusula de "compartilhamento de risco de demanda" é um dos aspectos mais estranhos do contrato firmado entre o governador Jaques Wagner e o Consórcio Fonte Nova.
Além dos R$107,3 milhões a serem pagos anualmente à concessionária, a título de contraprestação de serviços, o governo da Bahia se compromete a arcar com até R$11,5 milhões por ano, caso a Arena Fonte Nova não dê a receita líquida anual prevista em contrato - para a Fonte Nova Negócios e Participações: R$23 milhões. Em resumo: o governo entra com a grana e as empresas OAS e Odebrecht (sem correrem riscos) apenas com o know-how. Os baianos pagam e a OAS e a Odebrecht faturam os milhões de reais.
Casos de ilegalidades e corrupção nas construções de equipamentos para as sedes de copas do mundo são conhecidos. Foi assim na Espanha (1982) e na África do Sul (2010).
Nós, baianos, precisamos ficar atentos para impedir que (a título de dar célere andamento às obras da Copa 2014) os cofres do nosso estado sejam roubados através destes contratos.
Fonte parcial: Jornal A Tarde (23/06/2010 p. A8)
Voltar para a página inicial Jaques Wagner